sexta-feira, 12 de junho de 2009

Voltar


Vou voltar, sei que ainda vou voltar
na escuridão da noite te deixei
mas a minha alma chorou tanto
que de pranto está vazia
desde que fui e fiquei sem a sua companhia
com você via as estrelas, pôr do sol
íamos à praia para ver a lua
nós dois éramos como um só corpo numa só alma
se eu fosse os olhos, você era os pés
se eu fosse um cravo, você era a rosa
quando eu estava triste, você me proporcionava alegria
nós éramos como uma casa
eu a base dela e você as colunas
um dependia do outro
infelizmente a nossa casa caiu
não sobrou nada da gente
nem se quer um laço de amizade
nem mesmo as boas recordações
hoje só me lembro das boas gargalhadas
infelizmente nunca poderei voltar ao passado para a vida real.


Lucas de Barcelos Leal - 9°ano.

Quem conta um conto aumenta um ponto...

Produção de texto: Dê continuidade a narrativa:

O telefonema pegou-a de surpresa. Atendeu com impaciência, os olhos presos a um livro que tinha nas mãos, uma história policial que não conseguia parar de ler. Era bom estar sozinha, lendo um livro de suspense numa noite de ventania. O sábado já estava quase no fim e ela ali, presa àquelas páginas. O som do telefone era uma intromissão, um estorvo. Atendeu a contragosto.
(Heloísa Seixas. Contos Mínimos)

O telefone parecia estar mudo, nenhuma pessoa falava do outro lado da linha. Ela repetia várias vezes a palavra “alô”, até que veio o barulho de que a outra pessoa do outro lado havia desligado.
Dez minutos depois a mulher sente uma dor muito forte no peito, e toma um susto com o novo tocar do telefone. Era a mesma pessoa do telefonema anterior, era do asilo, seu pai havia morrido de ataque fulminante.
Desesperada, a mulher largou o livro, e foi até o asilo. Porém, não conseguiu ver o pai. Chorava feito cachoeira, mas depois entendeu toda aquela situação, pensando apenas que a vida continua, e que iria guardar boas recordações dos melhores momentos em que passou ao lado dele.
Bianca Callegari - 9° ano.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O menino quer crescer

Você já ouviu falar de Peter Pan? O garoto que não queria crescer?E você? Gosta de ser criança? Quais são as vantagens e desvantagens desta fase da vida?
É bom ser criança, criança pode brincar, estudar e jogar futebol. Não precisamos pagar contas, podemos ficar a vontade em casa e jogar vídeo-game.
O adulto precisa pagar contas, trabalhar, levar as crianças para a escola, fazer compras, comprar material para os filhos, dar presentes.
Eu quero crescer porque quero ganhar o meu salário, estudar, trabalhar, jogar futebol, sustentar os meus filhos e dar muitos presentes.

Luiz Cláudio – 6º Ano

Ser criança é muito bom...

Você já ouviu falar de Peter Pan? O garoto que não queria crescer?
E você? Gosta de ser criança? Quais são as vantagens e desvantagens de ser criança?
Ser criança é aproveitar a vida do jeito que se quer, é poder brincar as brincadeiras mais ágeis, é não precisar pagar conta de água e luz, e não se responsabilizar por nada, não precisamos trabalhar, não precisamos fazer comida, e muito mais. Ser criança é ser livre.
Ser criança é só um pouquinho ruim, porque os outros ficam mandando em nós, temos que dormir cedo, ir para a escola, ficar quieto quando alguém briga com a gente. De vez em quando não é bom ser criança. Não podemos dirigir!!!
Para mim, de vez em quando é horrível ser criança, porque tem uma fase que temos de aprender a lavar louça, limpar a casa e fazer comida.
Mas ser criança é muito bom, basta querer.

Paola – 6º ano

Eu quero crescer

Você já ouviu falar de Peter Pan? O garoto que não queria crescer?
E você? Gosta de ser criança? Quais são as vantagens e desvantagens desta fase da vida?


Eu quero crescer porque quero dirigir, trabalhar e ganhar dinheiro. Mas crescer também tem suas desvantagens, não podemos mais brincar tanto, temos que ser bem mais responsáveis e pagar contas.
As vantagens de ser criança é que podemos brincar o tempo todo, não temos que pagar contas, nem de “ralar” para ganhar dinheiro, porque as nossas necessidades, os nossos pais compram para nós. Também não precisamos fazer a barba e nem gastar dinheiro com os filhos.
Mesmo assim, eu quero crescer, porque criança tem que chegar cedo em casa e quase nunca pode sair.

Rafael Queiroz – 6º Ano

Infância perdida

Venho falar de um arrependimento, um sentimento que foi levado pelo vento.
E hoje ao acordar percebo que tive uma infância perdida, está sumida, não teve vida, teve ida mas não teve volta.
Brincadeiras, besteiras, arteiras, coisas de criança que não tive na minha infância que me arrependo de não dar importância.
Do tempo de criança só resta a lembrança e a esperança de meus filhos não serem assim, com um fim igual a mim.
Só mesmo na infância há tempo de criar, brincar, pular sem ter ocupação, aflição, preocupação e responsabilidades, esquecidas amizades levadas por nossa idade, que saudade.
Minha sonhada infância, alegria em abundância. Risos, sorrisos, amigos, castigos.
Chegar em casa cheio de sujeira sem sentar na cadeira para planejar um dia a trabalhar, suar para um lar sustentar.
Se sentir seguro na mão do pai nos medos, segredos, e nos erros, mas neles o pai vai aconselhar, vai te ajudar.
Talvez até corrigir, punir das coisas que criança faz errada.
Tem, porém, além da nossa cabeça que ele pensa em um futuro, seguro pra mais tarde dizer: eu me orgulho de ter sido criança. Brinquei, pulei, animei, e mais tarde amei.
Apoiei-me no colo da minha mãe e sonhei que quando adulto não ter me arrependido, o que hoje estou sentindo em ver minha infância partindo.
Mas sem deixar mágoas, desprezos, mas sim deixar uma grande felicidade de dever cumprido, um caminho seguido que foi erguido pela educação que tive.
Infância , melhor fase onde é ela que é o primeiro passo para a vida, educação , para se tornar um cidadão que ame a vida de coração e sentir que cumpriu toda a sua lição.
Enfim, a vida no final, o normal do nosso ciclo vital, como todo humano e animal fazer parte da ultima fase, o contrário da primeira, seguir o que nosso destino aponta.
Mas sentindo a dor de ter ficado no computador , ser só trabalhador e sempre fazendo de tudo pra ensinar aos nossos filhos que sintam o sabor de ser criança, pois no final do caminho, não se sentir sozinho como estou me sentindo.
Eu, meu coração e a solidão num profundo silêncio com este lápis se equilibrando nas linhas desta folha, tão simples quanto uma lágrima desce aos olhos.
Queria voltar no tempo, tempo bom que nunca soube aproveitar, nunca tive.
Enfim, infância perdida, mas agora é bola pra frente, cabeça erguida, hora de viver a vida.

Sarah e Débora, 7º ano.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

38º Concurso Internacional de Redação de Cartas

38º Concurso Internacional de Redação de Cartas


Este concurso é realizado pelos Correios e aberto a alunos de 9 a 15 anos de idade, de escolas das redes pública e privada de ensino. O tema deste ano foi: Escreva uma carta a alguém para explicar-lhe como condições de trabalho decentes podem levar a uma vida melhor.

3º lugar fase estadual: Debora Rocha Barbosa 6º série/ 7º Ano

Aluna do Centro Educacional Vem Ser – CEVES – Vila Velha



Vila Velha, 24 de março de 2009.

Senhor Prefeito de Vila Velha,

Estou escrevendo esta carta para mostrar as péssimas condições de trabalho de nossa cidade e de todo país, mas principalmente da nossa querida cidade, Vila Velha. Quero mostrar como é minha vida de professora de escola pública, uma vida muito difícil, perdi meu marido, mas tenho três filhos e os sustento com o pouco dinheiro que ganho das escolas públicas que eu trabalho. Não me resta tempo algum para ficar em casa, com minha família, é só casa e escola, pois tenho que trabalhar de manhã, à tarde e à noite para ter um dinheiro bom no fim do mês.

O que quero mostrar mesmo são as condições de trabalho, não só minhas, mas como de todos os outros professores. Na maioria das vezes, eu tenho que comprar giz para escrever no quadro, pois se eu não comprar, não tem aula; são muitos alunos para uma sala só, então falta carteira; as provas não são dadas na data certa, pois uma hora a impressora está quebrada, na outra a máquina de xerox; também não temos outros materiais que preciso para trabalhar. Não é possível trabalhar desse jeito, e ainda ganhamos muito pouco para ter que com o nosso dinheiro, que não é muito, comprarmos os materiais que faltam. Continuamos trabalhando porque precisamos realmente de sustentar nossas famílias e hoje em dia não é fácil arranjar um emprego, e também pensamos na educação de muitas crianças que querem de verdade estudar e aprender.

Com o salário mais alto não precisaríamos trabalhar em várias escolas, nos dedicaríamos só a uma e a educação seria até melhor. Também queríamos que as condições de trabalho melhorassem, pois seria bom para todos, porque se o Senhor Prefeito deseja uma cidade melhor, que nos dê condições boas de trabalho.

Aproveito para falar também do meu tio que faz limpeza em hospitais. Sabemos que lixo dos hospitais não é o mesmo lixo de nossa casa. Nos lixos de hospitais temos grandes chances de pegarmos uma doença, e é claro, dependendo da doença pode levar até a morte. As condições de trabalho do meu tio, e demais funcionários não é nada agradável, eles usam luvas finas, curtas, às vezes não tem máscara e muito mais materiais que faltam ou que não são próprios para esse tipo de limpeza. Então os riscos de doenças é muito alto.

Não são só essas duas categorias profissionais que precisam de ajuda urgente, ainda tem muitas outras profissões que sofrem ou até mesmo já sofreram, pois vemos direto nos noticiários que alguns profissionais de obras públicas que trabalham nas ruas, são os que mais se machucam. Já ouvimos falar de trabalhadores que já caíram fazendo o seu trabalho em obras, construções e morreram. Isso é completamente um absurdo, pessoas trabalhando, dando duro para sustentar famílias, sendo que as condições de trabalho são completamente péssimas, às vezes não tem um capacete para este tipo de obras, equipamentos firmes e acabam sofrendo acidentes por falta de instrumentos de trabalho.

Também temos os médicos de pronto socorro, onde centenas de pessoas chegam passando mal, tendo que ser internadas, medir pressão, tomar algum remédio. Mas o que o médico pode fazer, se não tem os equipamentos para trabalhar? Se não têm os remédios? As salas dos médicos são sujas e pequenas. Como ter condições de trabalhar em um lugar desses? Condição nenhuma.

Na vida dependemos de tudo para fazer alguma coisa, a criança depende de um a apoio para começar a andar, nós precisamos da comida para sobreviver, o enfermo precisa de um médico para dar orientações, criança pequena precisa de dar a mão a alguém para atravessar uma rua, a mesa precisa das cadeiras, para escrever precisa de uma folha, para ter ideia tem que pensar e para ter uma profissão é preciso estudar. Pois então, precisamos de tudo para fazer alguma coisa, como essas coisas que citei, o trabalhador também precisa de condições dignas para trabalhar.

Enfim, eu espero que o Senhor tome alguma providência, para que todos os lugares, e para todos os trabalhadores de nossa cidade, e então será muito melhor para todo mundo, e que os trabalhadores não venham levar o trabalho como uma obrigação, mas sim como orgulho de trabalhar, com o pensamento de ajudar as pessoas cada vez mais e assim teremos de verdade uma vida bem melhor!

Atenciosamente,

Debora Rocha Barbosa